Por Dr. Felipe Koleski
Nos dias de hoje, é importante falar sobre um assunto de saúde pública: a obesidade na infância. O mundo vive uma pandemia de obesidade que afeta também o Brasil. Entre meninos e meninas de 5 a 9 anos no nosso país, 33% já estão acima do peso e 15% são consideradas com obesidade. Nesse ritmo, a estimativa é que a obesidade atinja 11,3 milhões de crianças brasileiras até 2025.
O problema é que a obesidade não costuma andar sozinha: ela vem acompanhada da hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol, esteatose – a popular gordura no fígado – e outras doenças que se agravam na vida adulta. É importante buscar a orientação do médico pediatra, nutricionista, psicólogo e outros profissionais de saúde. São eles que avaliam e interpretam as curvas de crescimento e fazem o diagnóstico do excesso e controle do peso na infância. A prevenção é a maior aliada da saúde.
A obesidade infantil não tem uma causa só, mas várias, e a prevenção deve envolver a família inteira desde cedo e também a escola. O incentivo a hábitos alimentares saudáveis e à atividade física deve começar na infância. Sabe aquela criança que come muito de alguns alimentos e nada de outros? O ideal é introduzir desde cedo uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento infantil, e os pais precisam incentivar e dar o exemplo trocando salgadinhos e biscoitos por frutas, verduras e alimentos não industrializados.
Coisas que os nossos avós falavam e a gente repete sem se dar conta, como “você deve limpar o prato”, “coma tudo para ganhar sobremesa” ou “se fizer tal coisa ganha um doce”, nem sempre estimulam uma boa educação alimentar, pois a comida não deve ser encarada como recompensa emocional. Políticas públicas para incentivar hábitos saudáveis são muito importantes, e características hereditárias também precisam ser levadas em conta.
A obesidade infantil não compromete só a saúde física: ela prejudica também o bem-estar mental e social da criança. Um dos efeitos nocivos é o bullying e algumas consequências se manifestam na vida adulta, como isolamento, dificuldade de relacionamento e até a depressão. Além disso, a obesidade interfere na qualidade do sono, o que pode comprometer o rendimento escolar da criança.
Por tudo isso, os pais devem ficar atentos e buscar o apoio da equipe multidisciplinar. Precisamos da união de todos para proteger as nossas crianças da obesidade.
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